Segundo um estudo, publicado a 11 de Dezembro de 2003 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), estimasse que a mudança do clima foi responsável, no ano de 2000, por cerca de 150.000 vítimas mortais. Neste estudo não foram contabilizados os impactos indirectos causados pelo fenómeno do aquecimento global, tais como, doenças causadas por inundações e danos causados a serviços de saúde por estados climatéricos extremos.
Com a mudança do clima a ser já uma certeza, a previsão é para que o número de vítimas continue a aumentar nos próximos anos.
O publicista sabe que somos vítimas de um fetichismo científico; que, ignorantes em ciência, cremos nas virtudes da ciência, e propõe-nos ingredientes cuja eficácia é impossível controlar, ingredientes que, muitas vezes, só existem na sua imaginação. Este exemplo de frAUde mOrAl, de burla e subterfúgio horrível para saquear os nossos bolsos está relacionado com a eficácia de um princípio psicológico muito simples. Basta criar a imagem de uma acção ou virtude necessária para que os indivíduos, por sugestão, acreditem serem beneficiados com a mesma.
(...)
Este aspecto da propaganda tem uma data e um responsável. Não pensem que invoco fantasmas e generalizo. Iniciou-se nos Estados Unidos, por obra e graça de um dos mais prestigiosos carrer-man do pós-guerra: Charles Luckman. Quando tomou a chefia das vendas do dentífrico «Pepsodente» em franca bancarrota, concebeu a ideia de colar nos tubos um selo vermelho com a frase «Com Irium». A publicidade desenvolveu as qualidades do «Irium» para proteger as gengivas. Num ano, esta marca de dentífrico, graças ao efeito do selo mágico, recuperou a prosperidade.
E o que é o «Irium»? Um conceito vazio. Não existe. Luckman sabia que os nossos nebulosos conhecimentos escolares de química nos traziam reminiscências de um elemento da tábua periódica chamado «Iridium» e apelando para esse conhecimento confuso, para a nossa ignorância científica disfarçada pelo simples facto de recordar o Iridium, sem saber que é um elemento metálico precioso semelhante à platina, utilizado em ligamentos com este metal e o ouro, apresentou-nos a palavra da sua invenção «Irium» que, com o seu fAlsO aspecto de terminação latina, não existe. Se lhe quiséssemos dar um significado deveríamos estabelecer que contém a raiz iris, que tomada pelo latim ao grego, significa, em ambas as línguas, «mensageiros dos deuses» a deusa do arco-íris, para concluir que quereria dizer qualquer coisa que pelas suas cores se assemelhasse ao arco-íris. A burla seria cómica se não representasse ainda milhões de dólares para os fabricantes da «Pepsodente», que agora substituíram o «Com Irium» pela «Nova Fórmula com Irium + LD3»!!!, e a ingénua certeza de que estamos a proteger as nossas gengivas.
Alberto L. Merani, in "Carta aberta aos consumidores de psicologia" - Editorial Notícias - 1978
Há cerca de 100 mil milhões de galáxias, cada uma com uma média de 100 mil milhões de estrelas. Em todas as galáxias há talvez tantos planetas quantos estrelas, 10 milhões de triliões.
(...)
Ora, na imensidade do Cosmos esperam-nos perspectivas que não podemos ignorar. Não possuímos ainda nenhum sinal óbvio da existência de inteligências extraterrestres. Deveremos concluir disso que civilizações como a nossa acabam sempre por mergulhar, inevitavelmente, na autodestruição?
As fronteiras nacionais são pouco evidentes quando do espaço se observa a Terra: é difícil apoiar entusiasmos fanáticos, sejam eles étnicos, religiosos ou nacionalistas, quando ante nós o nosso planeta surge como um frágil e evanescente crescente azulado, prestes a tornar-se um ponto indescernível no meio do bastião, da cidadela das estrelas. Viajar enriquece os espíritos.
Existem mundos em que a vida nunca surgiu. Existem mundos que foram queimados e reduzidos a ruínas por catástrofes cósmicas. Tivemos sorte: estamos vivos, somos poderosos, temos em mão o bem estar da nossa civilização e da nossa espécie. Se não formos nós a defender a Terra, quem o fará? Se não nos empenharmos na nossa sobrevivência, quem se empenhará por nós?
Carl Sagan, in "Cosmos"
Apresento de seguida a tradução de alguns excertos de um comunicado de imprensa do Museu Americano de História Natural.
Todas as espécies estão interconectadas entre si em sistemas naturais que moldam a atmosfera, clima e características físicas da Terra; os seres humanos não poderiam existir sem esta ampla extensão e variedade da vida.
(...) a maioria dos biólogos acreditam que estamos no meio de uma extinção em maSSa das espécies vivas e que o aumento das populações humanas e a exploração em demasia dos recursos naturais existentes, estão a causar uma degradação cada vez mais acelerada na qualidade do meio ambiente, e uma perda iRReparável na diversidade das espécies.
(...) revela o consenso científico de que a perda destas espécies irão causar uma ameaça imporTanTe à biodiversidade e à existência humana no próximo século; alguns cientistas dizem que nos próximos 30 anos mEtadE das espécies poderão morrer numa das mais rápidas extinções em massa da história do noSSo planeta com 4,5 biliões de anos (...).
No passado dia 1 de Outubro o Programa das Nações Unidas para os Povoamentos Humanos (UN-Habitat) afirmou que o número de habitantes residentes em bairros degradados, nas zonas urbanas, pode duplicar para dois mil milhões em menos de 30 anos. Actualmente cerca de metade da população mundial vive em cidades. Em 1950 o único local na Terra com população superior a 10 milhões de habitantes era a área metropolitana de Nova Iorque. Hoje são já vinte as cidades cuja população ascende a esse número, sendo a grande maioria delas em países em vias de desenvolvimento. Nos subúrbios de cidades em África, Ásia e América Latina os bairros de lata e a pobreza urbana crescem a um ritmo preocupante. Com o intuito de encontrar soluções para este crescente desafio será realizado em Barcelona, de 13 a 17 de Setembro de 2004, o 2º Fórum Urbano Mundial.
E foi na bela manhã de 10 de Setembro de 2003, enquadrado no programa do Festival de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira - Imaginarius - que Spencer Tunick tirou estas belas fotos. Eramos uns 300...

Agora é só encontrar o "Wally" :D

Encontraram?! :P
Radioboy é o nome de um projecto de Matthew Herbert. No seu album "The Mechanics Of Sound Destruction" as músicas são construídas e interpretadas com base em captação de sons produzidos por lixo do mundo moderno.
A motivação politica que está por detrás deste trabalho está expressa no seu website e na escolha de objectos e de produtos, comercializados por grandes corporações, para fontes sonoras.
Christian Zehnder e Balthasar Streiff são dois músicos, de Basle na Suiça, que formam o duo Stimmhorn. Voz e instrumentos de sopro arcaico são utilizados para interpretarem as suas composições.
O Fórum Social Mundial 2004 vai ter lugar em Mumbai (Bombaim), na Índia, de 16 a 21 de Janeiro. Escrevo isto e penso na minha irmã e amigos que estão a caminho da Índia. Partiram às 7 da manhã e mal me despedi deles. Penso também nos amigos que estão lá a viver e nos que estão lá a viajar... Não sei se algum deles irá ao fórum mas sei que nenhum deles imagina que tenho um blog :P
"A principal causa da destruição da biodiversidade e a grande ameaça para a humanidade é a desflorestação. Nos ultimos dez anos, catorze milhões de quilómetros quadrados de florestas (trinta vezes a superfície de Espanha) transformaram-se em desertos e mais de trinta milhões de quilómetros quadrados estão ameaçados."
Ignacio Ramonet, in "Guerras do Século XXI - Novos medos, novas ameaças"
média d 3 espanhas por ano...esta' lindo',esta'...

O projecto Helloworld consiste numa instalação global interactiva que combina linguagem, paisagens e tecnologia da comunicação para criar um diálogo visual. Nos dias 9 a 12 de Dezembro, pessoas de todo o mundo serão convidadas a enviar mensagens, ou por SMS ou através do site www.helloworldproject.cc. As mensagens serão projectadas quase instantaneamente sobre montanhas e edifícios em Mumbai (Bombaim), Genebra, Rio de Janeiro, Nova Iorque.
(...) O termo «consumo» apela para uma definição mais precisa. Não haveria consumo apenas quando há destruição da estrutura de um produto ou de um material? Há destruição do pão quando se come; há destruição do carvão quando se queima; já não há carvão, mas gás carbónico e água. Isto também se aplica aos produtos petrolíferos nos motores de explosão, ou aos materiais radioactivos nos reactores.
Pelo contrário, não há consumo, mas utilização da água e dos metais. A água continua a ser água, muitas vezes suja ou vaporizada, mas sempre água após utilização. Pode e deve ser reciclada; aliás, é isso que se faz nas naves espaciais. É a mesma coisa quanto aos metais. O ferro, o chumbo, o mercúrio continuam a ser ferro, chumbo ou mercúrio e estão muitas vezes dispersos, mas continuam a ser metais. A reciclagem é indispensável para manter a quantidade disponível e para evitar uma dispersão perigosa, com contaminação do solo e das camadas freáticas pelos despejos e os adubos, com contaminação da atmosfera pelas incineradoras.
Pelo contrário, não há consumo, mas utilização da água e dos metais. A água continua a ser água, muitas vezes suja ou vaporizada, mas sempre água após utilização. Pode e deve ser reciclada; aliás, é isso que se faz nas naves espaciais. É a mesma coisa quanto aos metais. O ferro, o chumbo, o mercúrio continuam a ser ferro, chumbo ou mercúrio e estão muitas vezes dispersos, mas continuam a ser metais. A reciclagem é indispensável para manter a quantidade disponível e para evitar uma dispersão perigosa, com contaminação do solo e das camadas freáticas pelos despejos e os adubos, com contaminação da atmosfera pelas incineradoras.
Qualquer produto, qualquer material reciclável é um produto que contém uma matéria-prima renovável, que não é produzida mas explorada. Não se produz cobre, explora-se cobre. Não se produz água, explora-se e pode tornar-se potável purificando-a, tal como torná-la imprópria para beber poluindo-a. Até mesmo o carvão e o petróleo são recursos renováveis, com a condição de se utilizarem como matéria-prima para a Carboquímica. A Química orgânica de síntese alarga, consideravelmente, a paleta dos materiais fornecidos pela Natureza. Estas moléculas de síntese devem ser imperiosamente recicladas e não enterradas em lixeiras. Não são biodegradáveis pois, ausentes das sínteses naturais, nenhuma bactéria adquiriu enzimas que permitam a sua hidrólise.
Portanto, não-reciclagem igual a poluição, reciclagem significa detritos transformados em riquezas. (…)
Vincent Labeyrie, in “O Desafio do Século XXI – Religar os Conhecimentos – Edgar Morin”
Vincent Labeyrie é professor reformado das universidades, entomologista, especialista das populações, da Fisiologia e da Etologia da reprodução, antigo conselheiro para a ecologia na OCDE, antigo vice-presidente da comissão para o ensino do meio ambiente nas escolas de engenharia da UNESCO. Entre os seus trabalhos contam-se inúmeros artigos (mais de trezentos) científicos sobre a Entomologia e a Etologia em revistas estrangeiras e francesas.
Foi levada a cabo, em Portugal, nos passados dias 29 e 30 de Novembro uma campanha de recolha de alimentos em cerca de 500 estabelecimentos comerciais. Para a iniciativa organizada pelo "Banco Alimentar Contra a Fome" foram mobilizados cerca de 10700 voluntários para a recolha das contribuições. Os bens alimentares serão encaminhados para os armazéns dos dez Bancos Alimentares Contra a Fome. No ano passado, os dez Bancos Alimentares Contra a Fome distribuíram um total de 11 153 000 quilos de alimentos (equivalentes a um valor global estimado de 15 800 000 de euros), ou seja um movimento diário médio de 42 000 quilos (61 000 euros). Não obstante, segundo um relatório da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) de 2003, o número de pessoas subnutridas nos países subdesenvolvidos aumentou. Para ver relatório completo http://www.fao.org/docrep/006/j0083e/j0083e00.htm
Hoje, dia 1 de Dezembro, é o dia Mundial contra a SIDA.
As estatísticas indicam que actualmente, a cada minuto que passa, 10 novas pessoas contraíam o vírus HIV. Durante o ano de 2003 estimasse que 5 000 000 de pessoas tenham contraído o vírus, sendo que 700 000 são crianças com menos de 15 anos. O número de vítimas mortais causado pela epidemia durante o ano corrente é estimado em 3 000 000, das quais 500 000 são crianças com menos de 15 anos. A epidemia toma contornos mais alarmantes tendo em conta que dos 5 000 000 de novos infectados este ano, entre 3 000 000 e 3 400 000 são habitantes da África Subsariana. Transcrevo de seguida uma parte do "Relatório do Desenvolvimento Humano 2003" da ONU, relativo à região da África Subsariana.
Região à beira de uma crise
A maioria dos 59 países identificados no "Relatório do Desenvolvimento Humano 2003" como países “prioritários”, que necessitam de ajuda urgente, fica situada na África Subsariana: 38 em 59. Esta é a única região que não alcançará os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015, a manterem-se as actuais tendências. Não só o quadro actual é sombrio como, em muitos casos, as coisas estão a piorar.
Factos
• Metade da população vive com menos de 1 dólar por dia.
• Uma em cada três crianças não conclui os estudos.
• Uma em cada seis crianças morre antes dos cinco anos.
• A taxa de pobreza aumentou ao longo da década de 1990, o que significou que o número de pobres sofreu um aumento de 74 000 000 de pessoas.
• O VIH/SIDA causa uma perda impressionante em termos de esperança de vida, em toda a região, onde este indicador baixou mais de 20 anos em países como o Zimbabwe, o Botsuana, a Suazilândia e o Lesoto.
• A ajuda per capita à África Subsariana conheceu efectivamente uma diminuição de 1/3 na década de 1990.
O projecto "United Devices Cancer Research Project" pede a ajuda de voluntários no âmbito de uma pesquisa conduzida pelo Departamento de Química da Universidade de Ofxford e pela National Foundation for Cancer Research. Para participar basta fazer o download de um simples software que funciona de forma similar a um screensaver, apenas efectuando processamento quando os recursos da máquina não estão a ser necessários. Cada computador analisa algumas molélucas, que serão potencialmente úteis no desenvolvimento de drogas para combater o cancro, e envia os resultados via Internet. A solução computacional utilizada chamasse Grid, fornecida pela United Devices, sendo a mesma utilizada noutros projectos de pesquisa científica. A computação distribuída aplicada a um nível global não é uma novidade, servindo a título de exemplo o projecto SETI@home, que desde Maio de 1999 já angariou mais de 2 000 000 de voluntários, com o objectivo de encontrar flutuações em sinais rádio que possam provar a existência de vida inteligente fora da Terra.
Algumas das conclusões de um estudo efectuado pelo "The Institute for Policy Studies" (www.ips-dc.org) em 2000:
•Das 100 maiores economias do mundo, 51 são multinacionais e 49 são países.
•As vendas das multinacionais pertencentes ao Top 200 da revista Fortune são 18 vezes superiores à soma dos rendimentos anuais de 1 200 000 pessoas (24 % da população mundial) que vivem em extrema pobreza.
•Apesar de as vendas das multinacionais pertencentes ao Top 200 serem equivalentes a 27.5% da actividade económica mundial, estas apenas empregam 0.78 % da mão-de-obra mundial.
Para ver relatório completo http://www.ips-dc.org/downloads/Top_200.pdf